segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Estação Libra

Sonhava:

Sobre o trilho, sobre a onda...
regava e amava
o sono...
dizia impropérios,
fotografava pensamentos.
A vida sentia...
do que era feita.

Acordava:

Sobre a calçada, sobre a cama...
todos os dias...
sentado em uma poltrona,
flutuava em uma nuvem -
num céu transcendental
assistia o pisca-pisca:
diamantes que choram...

Pensava:

Sobre a vida, sobre a corda bamba...
desenharia sonhos,
cantaria um poema postal...
andaria de bicicleta,
molharia a língua...
Refaria as contas
de um colar de pérolas...

Dormia:

Sobre a terra, sobre a chama...
em acordo,
regeria os ventos...
emprestaria um coração;
brasa-quente, calor
para o sol...
transpiraria muita chuva...

gota-a-gota.

4 comentários:

Paula Zilá disse...

ô... Papá!
tu és agridoce!
grara, grata!

digo o mesmo?


I think so!

Paula Zilá disse...

Lindo, lindo,
meu amor!
como sempre...

estação libra,
por tantas estções a gente passa, né?
tantas...

e continua...
e segue...

juntos?

unidos!

leal...
sempre foi!

Felipe disse...

o glória estar por perto de gente do bem assim!

Água - amana - tupi chuva. disse...

Não é que eu sonhei com você?

Éramos três na beira do mar...rs
Tínhamos mochilas muito pesadas cada um, e alguns objetos ao redor e muita comida. Falávamos sobre habitações, lar como espaço casa mesmo. Havia uma encosta íngreme logo acima, e de repente depois de um tempo, o mar começa a subir cada vez mais alto e mais brusco inesperado a levar as coisas para a arrebentação...

Cada um assumia um comportamento. Eu trazia grandes levas de coisas o mais alto que podia, os maiores volumes embora íngreme e mais rápido possível, mas a cada investida o mar subia a levá-las de volta.

Você não sabia o que tentar segurar, e a cada vez que algo se afastava, você escolhia uma outra coisa e tudo lhe escapava...
E essa terceira pessoa que não pude identificar, nada estava preocupada e ia pegando os pequenos objetos que caíam dos grandes volumes de bolsas...

No final agente se ajudou a escalar as coisas pela encosta íngreme, e foi para um casa minúscula mas muito aconchegante, era sua a casa e tinha dois andares, embora fosse um lar para uma só pessoa. E ao chegar lá, eu contabilizava os ítens restantes e perdidos, e providenciávamos algo de comer que tivesse restado, enquanto olhávamos o avanço do mar agitado pela janela lateral, enquanto você tocava violão...
O mar avança muitos metros.

Foi mais ou menos isso, não sei, só sei que foi assim.