quinta-feira, 24 de abril de 2008

Sonhos de guerra na lua de São Jorge





Face à face com o dragão
Soprei o teu rosto
Fui reduzido a cinzas
Poeira que não concentra
Um milionésimo do que fora
a matéria em plena vida

Dominado pela maior força
talvez, a única capaz
de alimentar vazios atordoantes
Instaura-se impaciente espera
pela chama ao se extinguir
daí então me absorver

na escuridão onde não há cegueiras
de luzes que ardem e queimam
Me condenaram ao exílio
fui barrado no paraíso

Pobre de quem não crê
quando se depara frente à frente
com o maior milagre no que pode ser
aquilo de mais verdadeiro

Agora, trago uma centelha
faísca necessária para invocar
o espírito de uma fênix

Essa missa que eu ainda
hei, mas hei rezar...

Um comentário:

Paula Zilá disse...

Poxa, poeta, vc acaba comigo.

Lindo!

e eu acabo contigo.

Quem será q morre 1°?